A crescente incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem levado diversas localidades brasileiras a acionarem protocolos emergenciais na saúde pública. O cenário é alarmante: crianças e adultos estão lotando hospitais, forçando estados e prefeituras a adotarem medidas excepcionais.
🚨 Minas Gerais em alerta: quase 27 mil internações
Na última sexta-feira (2), o governo de Minas Gerais oficializou a situação de emergência em saúde pública, medida com validade de 180 dias. A decisão veio após o estado registrar quase 27 mil internações por SRAG até o final de abril de 2025 — volume superior ao mesmo período de 2024.
“A medida é fundamental para que possamos ampliar a estrutura hospitalar e contratar pessoal com rapidez”, declarou o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti.
O governo estadual confirmou que a capacidade hospitalar está comprometida, especialmente na região central, onde o avanço dos casos tem sido mais intenso.
🏥 Dramas familiares e sobrecarga hospitalar
Em Belo Horizonte, que decretou emergência dois dias antes do estado, os relatos se multiplicam. Fernanda Carla de Almeida, dona de casa, acompanha o filho Antony, de 2 anos, internado com bronquiolite há três dias:
“É um sofrimento… Nenhuma mãe gosta de ver o filho no hospital”, desabafa.
Só em abril, a capital mineira registrou 63 mil atendimentos por sintomas respiratórios, um crescimento de quase 50% em relação a março.
🧬 O que é a SRAG?
A síndrome respiratória aguda grave é caracterizada por sintomas gripais que evoluem com comprometimento pulmonar, exigindo internação. As causas incluem vírus como Influenza A e B, Sars-CoV-2 (Covid-19), bactérias e fungos.
Segundo o infectologista Estevão Urbano, a progressão da doença pode ser rápida:
“Os primeiros sintomas são leves, como tosse, febre e indisposição. Mas, sem tratamento adequado, pode evoluir para um quadro de insuficiência respiratória com necessidade de oxigênio.”
🏙️ Outras cidades também enfrentam colapso
Além de Minas, outras regiões do Brasil vivem situação crítica:
– Campo Grande (MS) está sob decreto de emergência desde 26 de abril.
– Florianópolis (SC) adotou a mesma medida na noite de quinta-feira (1º) após registrar um aumento de 85% nos atendimentos infantis e 42% em adultos.
Carlos, pai de um menino de 1 ano e 3 meses, relatou que várias crianças da escola do filho apresentaram sintomas graves de gripe:
“Tosse carregada, peito chiando, muita coriza… está generalizado.”
Demanda por atendimento não para de crescer
Casos como o da babá Eliane Vaz, que buscou atendimento com sintomas gripais severos, se repetem por todo o país:
“Tive febre à noite, dor de cabeça forte, muita tosse. Está difícil.”
Com o aumento exponencial na procura por serviços de saúde, os sistemas municipais e estaduais tentam se reorganizar para enfrentar o que já é considerado o maior surto respiratório dos últimos anos.
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