As declarações do presidente argentino resultaram na convocação do embaixador do país em Brasília, Daniel Raimondi, para prestar “transmitir a repulsa do governo brasileiro aos impropérios emitidos” por Milei. Raimondi se reuniu com o chanceler Mauro Vieira no Palácio Itamaraty ainda nesse domingo (26/7), horas após as afirmações de Milei.
O Ministério das Relações Exteriores, que se manifestou através de nota, também convocou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Júlio Bitelli, para prestar consultas ao Itamaraty. Ele chegou ao Brasil na manhã desta segunda-feira (27/7).
A convocação do próprio embaixador para consultas tende a ser interpretada de maneira mais do grave do que a convocação do embaixador estrangeiro que está no Brasil. A medida eleva a tensão entre Brasil e Argentina.
“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, declarou o Itamaraty.
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