Argentina: peso desaba 54% e Bolsa dispara após anúncios do governo

O índice S&P Merval avançava 6,2% por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), renovando a máxima. BC manterá juros em 133% ao ano

Por Editoria Democracias

O índice S&P Merval avançava 6,2% por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), renovando a máxima. BC manterá juros em 133% ao ano

O índice S&P Merval avançava 6,2% por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), renovando a máxima. BC manterá juros em 133% ao ano.

No dia seguinte ao anúncio do pacote econômico do novo governo da Argentina, comandado pelo presidente ultraliberal Javier Milei, o peso oficial argentino desabou mais de 54% na abertura do pregão desta quarta-feira (13/12).

No início da sessão, o dólar oficial era vendido a 800 pesos, ante um fechamento anterior de 366,5 pesos.

O índice S&P Merval, por sua vez, avançava 6,2% por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), renovando a máxima para 1.072.661,76 pontos.

Em outubro, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), a inflação anual na Argentina chegou a 142,7%, o maior patamar desde 1991. Dados do Indec referentes a setembro mostram que quatro de cada 10 argentinos viviam em situação de pobreza.

O plano de “choque”, como vem sendo tratado pela imprensa argentina, conta com uma série de medidas que confluem, basicamente, em pilares como diminuição da máquina do Estado, corte de gastos, aumento de impostos para importação e desvalorização do peso.

As primeiras medidas econômicas do governo Milei foram anunciadas na véspera pelo ministro da Economia, Luis Caputo.

Banco Central manterá taxa de juros

Também nesta quarta-feira, o Banco Central da Argentina anunciou que vai manter a taxa básica de juros no patamar atual, de 133% ao ano.

A autoridade monetária informou ainda que irá impor uma nova “paridade móvel” para enfraquecer o peso em 2% ao mês.

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