De feira de praça a megaprodução: como surgiu a Bienal do Livro? Conheça a história por trás do evento

(SP) Evento tem origem anterior à primeira edição oficial, em 1970

Por Marcos Pacheco

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo chega à sua 28ª edição a partir desta sexta-feira (4). A feira é uma das mais culturais da cidade e já recebeu milhões de visitantes nos pavilhões em que foi realizada.

A primeira edição oficial foi realizada pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) em 1970, mas a ideia da Bienal remonta de 1951, com a Feira Popular do Livro, feita na Praça da República, no centro da capital paulista.

A ideia foi incentivar a leitura no Brasil e a criação de feiras culturais, assim como já acontecia em países como França, Alemanha e Itália.

Em 1956, a feira foi para o Viaduto do Chá, também no centro, até que em 1961 o MASP (Museu de Arte de São Paulo), que ainda funcionava em um prédio da rua 7 de Abril, promoveu a Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas.

O evento se repetiu nos anos 1963 e 1965, com o apoio de editoras, livrarias e gráficas. Durante esse período, grandes editoras brasileiras também atuavam como gráficas, o que permitia que os produtos expostos fossem mais variados.

Primeira edição oficial

Em 1970, o Pavilhão do Parque do Ibirapuera sediou a 1ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, entre os dias 15 a 30 de agosto.

O sucesso da exposição permitiu que o evento se repetisse outras vezes, até que em 1996 o Expo Center Norte, na região da Vila Guilherme, passou a sediar o encontro.

Em 2002, a Bienal foi para o Centro de Exposições Imigrantes, mas em 2006 foi remanejada para o Parque do Anhembi, também na zona norte da cidade.

Em sua edição atual, de 2026, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece no Distrito Anhembi, complexo que foi modernizado e consegue atender à enorme demanda de leitores do país.

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