Goiânia — Goiás atingiu o melhor desempenho do mercado de trabalho dos últimos 12 anos, com a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica. No segundo trimestre de 2025, o estado registrou 3,89 milhões de pessoas empregadas, marca inédita desde que os dados começaram a ser acompanhados. A taxa de desemprego recuou para 4,4%, posicionando Goiás como uma das principais referências nacionais em geração de empregos formais.
Os avanços são atribuídos a um conjunto estratégico de políticas públicas adotadas pelo governo estadual desde 2019, incluindo a implementação da Lei de Liberdade Econômica. A medida desburocratizou procedimentos, ampliou a segurança jurídica para investidores e empreendedores, e reduziu entraves à abertura e manutenção de negócios.
Setores puxam avanço do emprego
A melhoria nos índices foi impulsionada pela performance de quase todos os segmentos econômicos. O comércio apresentou expansão de 6,5%, totalizando 820 mil postos de trabalho — o terceiro maior crescimento entre os estados brasileiros. O setor de serviços alcançou 2,01 milhões de profissionais ativos, novo recorde. A indústria cresceu 1,3%, com 478 mil empregados, enquanto a agropecuária aumentou em 1,7%, empregando 265 mil pessoas. Apenas a construção civil apresentou retração, com queda de 1,6% e um total de 316 mil trabalhadores.
A taxa de desemprego goiana ficou abaixo da média da OCDE (4,9%) e da média nacional (5,8%). No ranking nacional, o estado ocupa a nona colocação entre as menores taxas de desocupação. Em relação ao trimestre anterior, houve uma redução de 0,9 ponto percentual, e uma queda de 0,8 ponto em comparação com o mesmo período de 2024.
Renda, formalidade e confiança econômica
Além da expansão do emprego, o rendimento médio real mensal da população ocupada subiu para R$ 3.437, o maior valor já registrado no estado. A massa de rendimentos também atingiu novo patamar, somando R$ 13,3 bilhões.
Outro dado relevante foi a diminuição da informalidade, que caiu para 35%, a mais baixa da série histórica. Já o índice de desalento — que representa o percentual da população que desistiu de buscar emprego — recuou para 0,9%, a terceira menor taxa do país.
O ambiente de negócios em Goiás também tem sido fortalecido por iniciativas de estímulo ao empreendedorismo, programas de qualificação profissional, infraestrutura aprimorada e política de incentivos fiscais. Esses fatores têm ampliado a confiança do setor produtivo, atraído novos investimentos e impulsionado a geração de empregos em diversas áreas da economia.
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