Lula critica líder da campanha de Flávio por atuar contra avanço da 6×1

(DF) Proposta foi aprovada pela CCJ do senado nessa quarta-feira; texto ainda deverá ser analisado pelo plenário da Casa

Por Marcos Pacheco

Luís Inácio Lula Da Silva, Presidente da República candidato à reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quinta-feira (3), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, por atuar contra o avanço da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1.

“Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional. Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6×1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, disse o presidente no X, antigo Twitter.

Na sequência, Lula defendeu ser “importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”.

O presidente ainda disse que as justificativas da oposição continuam as mesmas, de que “se a gente aprovar, o Brasil ‘quebra'”. “Do mesmo jeito que ia “quebrar” quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão”, completou.

Lula se contrapôs à ideia ao dizer que “o que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala”. “Os brasileiros e brasileiras que trabalham seis dias por semana e, muitas vezes, dedicam o sétimo aos afazeres domésticos, já cansaram de esperar”, disse.

PEC do fim da escala 6×1

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovou nessa quarta-feira (2) a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6×1. A proposta ainda deve passar pelo plenário da Casa Alta.

O texto foi aprovado de forma simbólica, com votos contrários dos senadores Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Depois da análise da CCJ, a PEC ainda precisará de ao menos 49 votos favoráveis no plenário da Casa, em dois turnos. A pauta é de interesse prioritário do governo de Lula e de seus apoiadores. Em ano eleitoral, a matéria possui alto apelo popular.

Governistas conseguiram articular um requerimento para acelerar a tramitação da proposta, com calendário especial, portanto, o projeto segue para análise do plenário com celeridade.

O relator da medida, senador Omar Aziz (PSD-AM), optou por não acatar emendas e manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio justamente para não atrasar o processo de aprovação e obrigar um retorno à análise dos deputados.

DEMOCRACIAS

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