O nome do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça é o pior possível para os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, segundo fontes que acompanham de perto a Corte.
A melhor referência sobre o que esperar sobre ele na condução do caso Master é a condução dele no outro grande escândalo da República, as fraudes do INSS.
Mendonça é considerado por quem atua no caso um juiz “duríssimo”, segundo um advogado. Para ficar em dois exemplos. Mantém aquele apontado como grande lobista do escândalo, o “Careca do INSS”, preso desde setembro. E o filho dele, Romeu, desde dezembro.
Os interlocutores do ministro são assertivos: ele quer extrair uma delação premiada de um dos dois. Que no limite pode atingir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, que investigadores consideram ser “o filho do homem”, nas mensagens que o Careca aponta o destinatário de pagamentos.
A aposta nas primeiras horas após o sorteio do nome de Mendonça é de que a postura será a mesma no caso Master. Poderá, por exemplo, buscar uma delação premiada com Daniel Vorcaro tal qual parece buscar com o Careca do INSS. Há quem aposte que o banqueiro poderá inclusive voltar à prisão.
E claro não deverá poupar as relações de Toffoli e Alexandre de Moraes e os familiares de ambos com Vorcaro.
Para piorar, a relação entre Mendonça e os dois não seria boa.
Em agosto de 2025, Mendonça criticou o ativismo judicial em um evento pela manhã e Moraes respondeu a ele à tarde no mesmo evento que o ativismo era necessário para conter regimes autoritários, claramente uma alusão ao governo Jair Bolsonaro (PL), que indicou Mendonça ao STF.
Em novembro de 2025, durante uma sessão do STF, foi a vez de Toffoli se desentender, desta vez de forma mais direta, com Mendonça. Toffoli chegou a dizer: “Eu fico exaltado com covardia”, ao que Mendonça encerrou seu voto.
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