Consumo em lares brasileiros fecha 2025 com crescimento de 3,68%

Segundo pesquisa da Abras, cesta de 35 produtos de largo consumo teve uma alta de 0,73% em 2025, ficando em R$ 800,35 na média nacional

Por Editoria Democracias

O consumo nos lares brasileiros fechou o ano passado registrando alta de 3,68%, resultado semelhante ao obtido em 2024 (+3,72%), de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (22/1) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Em dezembro de 2025, segundo o levantamento, o consumo das famílias subiu 15,69%, na comparação com o mês anterior. O resultado superou o de dezembro de 2024, que registrou alta de 12,81%.

Já na comparação anual, o crescimento foi de 9,52%. O resultado também superou o de dezembro do ano anterior (7,23%).

Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o valor da Cesta Abrasmercado, que conta com 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza), teve uma alta de 0,73% em 2025, ficando em R$ 800,35 na média nacional.

Segundo a pesquisa, entre as carnes e proteínas, as variações acumuladas no ano foram moderadas. O pernil fechou 2025 com queda de 1,84%, enquanto os cortes bovinos subiram 1,3% no traseiro e 1,55% no dianteiro.

O frango congelado, por sua vez, também registrou alta (1,6%), enquanto os ovos concentraram a maior elevação do grupo (3,98%).

No grupo dos produtos básicos, o arroz liderou as quedas no acumulado do ano, com retração de 26,55%, seguido por leite longa vida (-12,87%), feijão (-4,21%), açúcar refinado (-1,55%), farinha de mandioca (-1,35%) e farinha de trigo (-0,24%).

Em direção contrária, o café torrado e moído teve a maior alta do grupo (+35,64%), seguido pelo óleo de soja (+3,23%).

Entre os alimentos in natura da cesta, a batata acumulou queda de 13,65%, enquanto tomate (+4,39%) e cebola (+3,14%) registraram altas. Nas demais categorias da cesta, prevaleceram movimentos de elevação.

Nos produtos de uso pessoal, houve altas no xampu (+7,74%), creme dental (+7,61%), sabonete (+4,55%) e papel higiênico (+2,49%). Na limpeza doméstica, do desinfetante (+7,6%), do detergente líquido para louças (+5,74%), da água sanitária (+5,48%) e do sabão em pó (+2,21%).
Por regiões

A maior alta nos preços, no recorte regional, ficou com a região Norte do país (+1,36%), com a cesta terminando o ano passado a R$ 872,82.

Na sequência, aparecem o Nordeste (+1,31%), com preço médio de R$ 715,34; o Sudeste (+1,2%), com valor médio de R$ 820,85; e o Sul (+0,44%), região na qual a cesta atingiu R$ 869,94.

O Centro-Oeste do país foi a única região a apresentar queda no período (-0,47%), com preço médio de R$ 753,68.

O que diz a Abras

Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, entre os fatores que ajudaram a equilibrar os preços ao longo do ano “estão condições climáticas mais favoráveis, safras recordes de grãos e um câmbio mais estável, com reflexos diretos sobre o custo da alimentação no domicílio”.

“A renda real em alta e a acomodação dos preços dos alimentos ajudaram a reduzir oscilações e deram sustentação ao desempenho observado, sobretudo no último trimestre”, afirma.

Em relação ao resultado de dezembro, Milan diz que se trata de um dado consistente com o efeito sazonal típico do período. “O desempenho reflete a maior circulação de recursos na economia em dezembro, impulsionada pelo pagamento do 13º salário”, observa.

“Esse movimento contribuiu para uma aceleração mais concentrada na reta final do ano, sem alterar o comportamento do consumo no acumulado de 2025”, conclui.

DEMOCRACIAS

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