MG: 10 cidades concentram 74% dos royalties da mineração no estado

Vale, Conceição do Mato Dentro e minério de ferro aparecem no topo do ranking dos R$ 3,6 bilhões arrecadados com a CFEM em 2025

Por Marcos Pacheco

Belo Horizonte — Apenas dez municípios concentraram 74% dos R$ 3,6 bilhões arrecadados com royalties da mineração em Minas Gerais em 2025. Conceição do Mato Dentro lidera o ranking, seguida por Congonhas, Nova Lima, Mariana e Itabira.O levantamento feito pelo Metrópoles com dados do Observatório da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), da Agência Nacional de Mineração (ANM), também mostra a predominância do minério de ferro e da Vale na atividade mineral do estado.O minério de ferro gerou R$ 3,09 bilhões, equivalentes a 86,44% de toda a CFEM arrecadada em Minas. Entre as empresas, a Vale recolheu R$ 1,54 bilhão e respondeu sozinha por 43,22% do total — aproximadamente R$ 4 de cada R$ 10 pagos em royalties no estado.

Os royalties

A compensação é o valor que as mineradoras pagam ao poder público pelo direito de explorar recursos minerais, como minério de ferro, ouro e lítio. Na prática, funciona como um royalty da mineração. Esse dinheiro é dividido entre a União, os estados e os municípios onde a atividade ocorre ou é impactada, e pode ser usado para financiar áreas como saúde, educação, obras e infraestrutura.

Na prática, cerca de 62% dos municípios mineiros tiveram mineração com arrecadação de CFEM em 2025. Ao todo, foram 528 cidades produtoras, 1.591 empresas responsáveis pelo pagamento dos royalties e 2.331 áreas de mineração registradas na ANM.

Ferro, ouro e fosfato

Além da predominância do minério de ferro, o levantamento mostra que outras 134 substâncias minerais também geraram arrecadação no estado. Entre elas, o ouro respondeu por R$ 268,7 milhões (7,53%), seguido pelo fosfato, com R$ 66,3 milhões (1,86%), e pelo calcário, com R$ 44,9 milhões (1,26%).  Confira o ranking:

Ranking dos minerais que mais arrecadaram CFEM em MG

Posição

Minério

Valor

Participação

1

Minério de ferro

R$ 3,09 bilhões

86,44%

2

Minério de ouro

R$ 268,7 milhões

7,53%

3

Fosfato

R$ 66,3 milhões

1,86%

4

Calcário

R$ 44,9 milhões

1,26%

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