Rafael Fonteles diz que nenhuma mulher monitorada pela Patrulha Maria da Penha morreu no Piauí.
No lançamento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, realizado nesta quinta-feira (30) em Teresina, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), lembrou que nenhuma mulher monitorada pela Patrulha Maria da Penha morreu no Piauí. Ele reforçou a importância das denúncias e da atuação célere do Judiciário na concessão das medidas como meios eficazes de combater o feminicídio.
“O dado do Piauí desse ano é que nenhuma mulher monitorada pela Patrulha Maria da Penha foi vítima de feminicídio, dado concreto. Ou seja, a denúncia em primeiro lugar e a medida protetiva na sequeência salva vidas. Sem a indignação, sem esse cuidado, esse sentimento, você não consegue governar na direção certa, mas isso tem que estar combinado com a boa gestão, porque só a vontade não resolve”, afirmou o chefe do Executivo piauiense.
O governador também defendeu que a tecnologia pode contribuir com a redução do índice de feminicídio. “Somos motivados pela escuta do povo, pelo sentimento do povo e aí ouvir os relatos de duas mulheres que sobreviveram ao feminicídio nos permite sonhar e ter a convicção de que podemos buscar o número zero de feminicídio. Mas não basta só motivação, precisamos de tecnologia e atuação conjunta. E o pacto vem unir todas estas instituições em um só objetivo. Zerar o número de feminicídio no Piauí”, pontuou o governador do Piauí.
Evento foi realizado em Teresina
A cerimônia de lançamento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio foi realizada no Hotel Blue Tree, e contou com a participação de autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário piauiense. A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, também esteve presente no evento, que marca a adesão do Piauí a uma iniciativa nacional para reduzir a violência contra a mulher e os feminicídios.
O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio tem o objetivo de efetivar o cumprimento célere das medidas protetivas de urgência, fortalecer as redes de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres em todo o território nacional, e promover a informação sobre direitos das meninas e mulheres para todos os homens.
Através desse programa, firmado a partir da colaboração entre os Três Poderes da República, também é buscado a sensibilização dos meninos e homens na defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento a violência digital contra o gênero feminino.
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