Trump modera discurso e afirma que tarifa de 80% sobre a China “parece adequada”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta sexta-feira (9) uma possível flexibilização na política tarifária em relação à China ao afirmar que uma alíquota de 80% sobre produtos chineses “parece correta”. A declaração, feita em sua conta oficial na plataforma Truth Social, representa o primeiro indicativo público de um percentual exato para eventual […]

Por Editoria Democracias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta sexta-feira (9) uma possível flexibilização na política tarifária em relação à China ao afirmar que uma alíquota de 80% sobre produtos chineses “parece correta”. A declaração, feita em sua conta oficial na plataforma Truth Social, representa o primeiro indicativo público de um percentual exato para eventual redução nas tarifas impostas à China.

Apesar do tom moderado, Trump deixou claro que a responsabilidade sobre a decisão cabe ao secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, mencionado na postagem como “Scott B”. O presidente também insistiu que a China “deveria abrir seus mercados aos EUA”, reforçando sua crítica à rigidez da economia chinesa. “Mercados fechados não funcionam mais!!!”, escreveu, em tom enfático.

A escalada das tarifas: origem e repercussão

A atual disputa comercial teve um novo capítulo em abril, quando os EUA impuseram tarifas sobre bens importados de 180 países, com alíquotas entre 10% e 50%. A China foi alvo das sanções mais pesadas, com um adicional de 34%, somado aos 20% anteriormente em vigor sobre seus produtos.

Em resposta, em 4 de abril, Pequim impôs tarifas adicionais de 34% sobre mercadorias norte-americanas. Como contramedida, Trump estabeleceu um prazo até o meio-dia de 8 de abril para que os chineses retirassem as novas taxas — sob pena de elevação de mais 50 pontos percentuais, o que totalizaria 104% de taxação.

A China não cedeu. A Casa Branca, então, cumpriu a promessa e ampliou as tarifas. Em 9 de abril, o governo chinês anunciou um novo aumento, elevando seus tributos sobre os produtos dos EUA para 84%, replicando a alta norte-americana.

Trégua parcial, mas China permanece excluída

No mesmo dia, Trump anunciou uma redução temporária das tarifas sobre os demais países, limitando-as a 10% por 90 dias, como gesto de alívio comercial. Contudo, essa trégua não se aplicou à China. No dia 10 de abril, os EUA elevaram novamente os impostos sobre produtos chineses, agora em 125%, somando-se a uma tarifa anterior de 20%, totalizando 145%.

Pequim respondeu em 11 de abril, ampliando seus tributos sobre importações dos Estados Unidos para 125%, igualando a carga tarifária imposta por Washington.

Negociação bilateral à vista

Apesar das sucessivas rodadas de retaliações, há expectativa de diálogo: Scott Bessent, secretário do Tesouro, e Jamieson Greer, principal negociador de comércio dos EUA, encontrarão neste final de semana o dirigente econômico da China, He Lifeng, na Suíça. O encontro é visto como um possível ponto de partida para uma distensão nas relações comerciais entre os dois países.

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