Ibovespa renova recorde e bate os 158 mil pontos; dólar recua a R$ 5,27

Na véspera, a moeda americana recuou 0,55%, cotada a R$ 5,3069. Já o principal índice da bolsa avançou 0,77%, aos 155.257 pontos, em seu 11º recorde seguido.

Por Editoria Democracias

O Ibovespa renovou mais um recorde intradiário nesta terça-feira (11), ao atingir a máxima de 158.467 pontos. No decorrer do dia, o índice perdeu parte do impulso, mas seguia em alta: por volta das 15h, avançava 1,45%, aos 157.512 pontos. Já o dólar operava em queda de 0,65%, negociado a R$ 5,2722.

O dia começou com os investidores atentos ao cenário doméstico e internacional. Por aqui, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o IPCA de outubro ajudam a calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária, enquanto o Ibovespa renova recordes. Lá fora, o foco está no possível fim da paralisação do governo americano.

▶️ A ata do Copom reforçou que o Banco Central está mais confiante de que a taxa Selic em 15% ao ano é suficiente para controlar a inflação. O texto aponta que os juros devem permanecer nesse patamar por um período prolongado.
O documento indica que a inflação recente tem se mostrado mais favorável, refletindo o câmbio valorizado e a queda nas commodities e nos alimentos. Ainda assim, a demanda aquecida e o mercado de trabalho resiliente seguem pressionando os preços.

▶️ O IBGE informou que o IPCA de outubro avançou 0,09%, desaceleração de 0,39 ponto percentual em relação a setembro, quando subiu 0,48%. O resultado veio próximo à expectativa do mercado, de 0,10%, e levou a inflação acumulada a 3,73% em 2025 e 4,68% em 12 meses.

▶️ Nos Estados Unidos, a paralisação do governo, que já dura 42 dias, pode estar perto do fim. O Senado aprovou uma medida provisória de financiamento, com apoio de democratas centristas, para tentar encerrar o impasse.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

 

💲Dólar

Acumulado da semana: -0,55%;
Acumulado do mês: -1,36%;
Acumulado do ano: -14,12%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,77%;
Acumulado do mês: +3,82%;
Acumulado do ano: +29,08%.

Ata da Copom

O Banco Central informou nesta terça-feira (11) que o cenário para a economia tem se desenrolado conforme o esperado, e que já tem uma “maior convicção” de que a taxa de juros atual é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

As avaliações constam na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ocorrida na semana passada, quando a taxa básica de juros foi mantida estável em 15% ao ano – o maior nível em quase 20 anos. Foi a terceira manutenção seguida do juro neste patamar.

“Endossando o cenário esperado do Comitê até aqui, há uma moderação gradual da atividade em curso, certa diminuição da inflação corrente e alguma redução nas expectativas de inflação”, informou o Banco Central.

Não há, porém, uma indicação de quando a taxa Selic pode começar a ser reduzida. O mercado financeiro projeta o início do ciclo de corte dos juros básicos da economia a partir de janeiro de 2026.

“Mantém-se a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista [juro alto] por um período bastante prolongado”, informou. E acrescentou:

“O Comitê seguirá vigilante e não hesitará em retomar o ciclo de alta se julgar apropriado. Reafirmou-se o firme compromisso com o mandato do Banco Central de levar a inflação à meta”, acrescentou a autoridade monetária.

Inflação de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE.

➡️ O resultado representa uma desaceleração de 0,39 ponto percentual em relação à taxa de 0,48% observada em setembro.

➡️ No acumulado do ano, o indicador soma alta de 3,73%, e em 12 meses, a variação ficou em 4,68%, abaixo dos 5,17% registrados no período anterior.

➡️ Em outubro de 2024, o IPCA havia avançado 0,56%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três tiveram variação negativa no mês: Artigos de residência (-0,34%), Habitação (-0,30%) e Comunicação (-0,16%). Entre os grupos com alta, os resultados variaram de 0,01% em Alimentação e bebidas a 0,51% em Vestuário.
A queda de 0,30% em Habitação foi influenciada principalmente pela redução de 2,39% na energia elétrica residencial, que exerceu o maior impacto negativo no índice do mês (-0,10 p.p.)
O recuo reflete a troca da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, pela vermelha patamar 1, que reduziu a cobrança extra na conta de luz de R$ 7,87 para R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.

Paralisação do governo americano no 42º dia

A paralisação do governo dos Estados Unidos chegou ao 42º dia, com expectativa de encerramento nos próximos dias. Na segunda-feira, o Senado aprovou uma proposta de financiamento temporário, elaborada no domingo, com apoio de oito democratas que se juntaram aos republicanos.

O texto agora segue para votação na Câmara dos Representantes, prevista para as 16h (horário de Brasília).

O presidente Donald Trump declarou apoio à medida, aumentando as chances de que o projeto seja sancionado e ponha fim ao impasse.

“Temos apoio suficiente de democratas e vamos reabrir o nosso país”, disse ele a jornalistas na segunda-feira.

A proposta prevê o funcionamento do governo até 30 de janeiro de 2026, além de garantir o pagamento retroativo a funcionários como os controladores de tráfego aéreo, que foram criticados por Trump por se ausentarem do trabalho durante o período sem remuneração.

A paralisação já provoca impactos em diversos serviços, incluindo o cancelamento de mais de mil voos apenas na terça-feira. Programas federais como o de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), também enfrentam instabilidade, após o governo orientar estados a suspenderem pagamentos iniciados no fim de semana.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados operam sob pressão nesta terça-feira, com investidores preocupados com a valorização excessiva das ações de tecnologia. Ao mesmo tempo, há expectativa em torno do fim da paralisação do governo, que já dura mais de 40 dias.

Por lá, dados de emprego da ADP mostraram que, nas últimas quatro semanas até 25 de outubro, empresas privadas cortaram em média 11.250 empregos por semana, o que também contribui para o clima de cautela.

Por volta das 12h25 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,22%, aos 47.474,33 pontos. Já o S&P 500 recuava 0,26%, aos 6.814,61 pontos, e o Nasdaq caía 0,58%, aos 23.390,12 pontos.

Enquanto isso, as bolsas europeias fecharam em alta, dando continuidade ao movimento positivo da véspera. O bom desempenho foi impulsionado por balanços corporativos e dados econômicos locais, além da expectativa de que a paralisação do governo americano esteja próxima do fim.
O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 1,15%, encerrando o dia em 9.899,60 pontos e renovando seu recorde de fechamento. O STOXX 600 avançou 1,33%, aos 580,41 pontos.
Em Frankfurt, o DAX teve alta de 0,53%, aos 24.088,06 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhou 1,25%, aos 8.156,23 pontos.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos. Na China, investidores realizaram lucros em meio à ausência de novos fatores que impulsionem os negócios. Analistas projetam crescimento de 4,5% para a economia chinesa em 2026, com exportações em queda e o setor imobiliário ainda em desaceleração.

Em Hong Kong, a fabricante de veículos elétricos Xpeng teve forte valorização após anunciar novos modelos de robotáxi com testes previstos para 2026.

O índice Nikkei, de Tóquio, caiu 0,14%, fechando em 50.842 pontos. Em Xangai, o SSEC recuou 0,39%, a 4.002 pontos, e o CSI300 perdeu 0,91%, a 4.652 pontos. Já o KOSPI, de Seul, subiu 0,81%, a 4.106 pontos.

Em Taiwan, o TAIEX caiu 0,30%, a 27.784 pontos, enquanto o índice Straits Times, de Cingapura, avançou 1,20%, a 4.542 pontos.

DEMOCRACIAS

Veja mais

(PI) Pagamento da primeira faixa será realizado mais cedo, entre os dias 22 e 24 de cada mês, e agora inclui quem recebe até R$ 3.500,00
(PI) A obra recebeu investimento total de R$ 28,4 milhões e foi executada pelo DER
(PI) Nos últimos anos, mais de R$ 3 bilhões foram aplicados diretamente na infraestrutura rodoviária piauiense
(PI) A reunião simbolizou uma caminhada construída ao longo dos anos, baseada em respeito mútuo, cooperação e na convicção de que políticas públicas eficazes não surgem de forma isolada, mas a partir do diálogo, da confiança e do compromisso com
(PI) Fórum Nacional de Gestores debate inclusão e novos modelos de atendimento no Estado
"A expectativa é de que a taxa comece a cair", disse à CNN a ministra Gleisi Hoffmann
Levantamento da CNC mostra recuo no endividamento, mas orçamento segue apertado; seguros podem ser soluções para imprevistos
Veja mais
Jean Nunes é o atual secretário de segurança pública da Paraíba, eleito 7 vezes no Censo dos Melhores Delegados de