Brasil perde posições em ranking de universidades; China supera EUA

45 das 52 instituições brasileiras caíram de classificação na edição deste ano; 360 das melhores universidades do mundo são chinesas

Por Editoria Democracias

Um ranking universitário mundial divulgado nesta segunda-feira (1º) aponta que 45 das 52 universidades brasileiras que compõem a lista caíram de posição em relação à edição do ano passado.

A conclusão é de um ranking elaborado pelo CWUR (Centro para Rankings Universitários Mundiais).

A USP (Universidade de São Paulo) continua sendo a melhor universidade da América Latina, mas caiu uma posição se comparado a 2025 e agora está na classificação 119.

A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a segunda instituição mencionada, teve uma queda mais acentuada e caiu 15 posições; agora, a classificação da universidade carioca é na posição 346.

Em seguida, vem a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que perdeu dez posições, ocupando o 379º lugar.

Já a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) ficou estável em 476º, mas ultrapassou a Unesp no ranking das brasileiras, que caiu 22 posições.

Agora, a Universidade Estadual Paulista está na classificação 479º. No geral, 87% das universidades brasileiras perderam posições.

O ranking é feito desde 2012. Ele classifica as duas mil melhores universidades do mundo com base em quatro critérios: qualidade do ensino, empregabilidade dos ex-alunos, qualidade do corpo docente e desempenho em pesquisa.

Educação: com base no sucesso acadêmico dos ex-alunos da universidade, medido em relação ao tamanho da universidade (25%)

Empregabilidade: com base no sucesso profissional dos ex-alunos da universidade, medido em relação ao tamanho da universidade (25%)

Corpo Docente: medido pelo número de membros do corpo docente que receberam distinções acadêmicas de alto nível (10%)

Pesquisa:

i) Produção Científica: medida pelo número total de artigos científicos (10%);
ii) Publicações de Alta Qualidade: medida pelo número de artigos científicos publicados em periódicos de alto impacto (10%);
iii) Influência: medida pelo número de artigos científicos publicados em periódicos de grande influência (10%);
iv) Citações: medida pelo número de artigos científicos altamente citados (10%).

Em seguida, no top das brasileiras, vem UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), na posição 508º (queda de 11 posições); Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), na classificação 621º (queda de quatro posições); Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que agora está na posição 682° (perdeu 14 posições); UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) está na classificação 732º (perdeu cinco posições); UFPR (Universidade Federal do Paraná) ocupa agora a classificação 799º no ranking geral (perdeu 16 posições).

De acordo com o presidente do CWUR, o declínio das universidades brasileiras é um reflexo de financiamento inadequado e da desvalorização da ciência e da educação. O problema, de acordo com Nadim Mahassen, não é apenas acadêmico, mas nacional.

“As universidades brasileiras estão lutando para oferecer uma educação de alta qualidade, atrair e reter talentos e produzir pesquisa de qualidade em escala. A erosão do sistema de ensino superior do Brasil prejudica o desenvolvimento científico, a inovação e o futuro do país a longo prazo.”

China ultrapassa EUA e agora é país mais representado no ranking

A China é agora o país mais representado na lista, com 360 instituições sendo consideradas as melhores do mundo. O país asiático superou os Estados Unidos, que têm 313 universidades na classificação.

Os Estados Unidos, no entanto, têm oito representantes entre as dez melhores universidades. São elas: Harvard, MIT, Stanford, Princeton, Pensilvânia, Columbia, Yale e Chicago.

Completam as dez primeiras posições Cambridge e Oxford, ambas no Reino Unido, que tem 89 universidades no ranking. Cambridge continua a ser a melhor universidade pública do mundo pelo 13º ano consecutivo.

DEMOCRACIAS

 

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