O técnico do Senegal, Pape Bouna Thiaw, afirmou que a decisão de ordenar a saída de seus jogadores de campo na final da Copa Africana de Nações foi motivada por emoção e sensação de injustiça.
Em publicação no Instagram, na quinta-feira, Thiaw tentou explicar a atitude, amplamente criticada, e que pode resultar em sanção por parte das autoridades do futebol africano.
O Senegal realizou um longo protesto após a marcação de um pênalti para o Marrocos, anfitrião do torneio, nos minutos finais da decisão de domingo, após revisão do VAR. A equipe deixou o campo e depois retornou para concluir a partida.
O Marrocos desperdiçou a cobrança, levando o jogo à prorrogação. No tempo extra, o Senegal marcou e venceu por 1 a 0, conquistando seu segundo título da Copa Africana nas últimas três edições.
“Nós vivemos um torneio excepcional, com organização magnífica, que infelizmente terminou em tragédia”, escreveu o treinador senegalês.
“Nunca foi minha intenção ir contra os princípios do jogo que amo tanto”, afirmou.
“Apenas tentei proteger meus jogadores de uma injustiça. O que alguns verão como violação das regras não passa de uma reação emocional diante do viés da situação”, continuou.
“Após discussões, decidimos retomar a partida e buscar o troféu por vocês (torcedores senegaleses). Peço desculpas se ofendi alguém, mas os amantes do futebol entenderão que a emoção é parte integrante deste esporte.”
Entre prêmios e punições
Desde a chegada da delegação a Dacar, na segunda-feira, o Senegal celebra o título. Thiaw, de 44 anos, ex-jogador da seleção, homenageou o elenco, que recebeu bônus superiores a US$ 130 mil e terrenos em área litorânea.
“Meus caras, esses 28 guerreiros que deram suor, sangue e alma pela sua nação”, acrescentou o técnico.
“É um prazer liderá-los, porque além de serem lendas, vocês são pessoas excepcionais!”
A Confederação Africana de Futebol deve anunciar nos próximos dias a decisão do comitê disciplinar sobre possíveis punições ao Senegal.
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