Ibovespa sobe na contramão do exterior e com petróleo em alta; dólar cai

Em dia de agenda esvaziada, investidores acompanham desenrolar do conflito no Oriente Médio, sem fim aparente

Por Marcos Pacheco

Painel eletrônico com cotações negociadas na B3, no prédio da bolsa de valores, em São Paulo

O Ibovespa sobe leve nos negócios nesta terça-feira (18), na contramão com o movimento mais negativo em praças acionárias no exterior, após o fim do acordo temporário entre Estados Unidos e Irã sem um avanço para o fim do conflito no Oriente Médio.

Às 12h37, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, registrava variação quase estável, em alta de 0,2%, a 166,8 mil pontos. No mesmo horário, o INDV26, contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 14 de outubro, cedia 0,09%.

Em dia de agenda esvaziada, o dólar opera em alta ante o real. Às 12h30, o dólar à vista subia 0,19%, a R$ 5,2117 na venda.

O dólar à vista encerrou a sessão de segunda-feira (17) com queda de 0,41%, aos R$ 5,1998.

No exterior, o índice DXY, que compara a moeda americana perante outras seis moedas fortes, caia 0,10%. A cotação é pressionada principalmente pelo preço do petróleo, que sobe no mesmo horário.

Aumento das tensões no Oriente Médio puxam petróleo

Os preços do petróleo sobem pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira (18), com o arrefecimento das perspectivas de um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Os contratos futuros atingiram seus níveis mais altos desde 30 e 31 de julho, respectivamente, no início da sessão.

O Irã afirmou que adotará uma postura mais ofensiva e os EUA descartaram a possibilidade de estender o acordo de cessar-fogo, aumentando as preocupações com interrupções prolongadas no fornecimento de energia.

Nesse contexto. às 12h20 (de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent subiam 0,34%, para US$ 91,19 o barril. Os contratos futuros do petróleo bruto WTI (West Texas Intermediate) dos EUA subiam 0,67%, para US$ 85,05 o barril.

Mercados globais

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira (18). Liderando as perdas, o índice japonês Nikkei recuou 2,54% em Tóquio, enquanto o Kospi caiu 1,55% na Coreia do Sul.

O Taiex cedeu 1,20% em Taiwan, e o Hang Seng teve ligeira alta de 0,07% em Hong Kong.

Na China continental, o desempenho foi misto: o Xangai Composto subiu 0,19%, mas o Shenzhen Composto, menos abrangente, recuou 0,45%, a 2.635,34 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no vermelho, com baixa de 0,04% do S&P/ASX 200 em Sydney. A mineradora BHP, porém, saltou 2,7% após divulgar balanço melhor do que o esperado.

As bolsas europeias seguem o movimento visto na Ásia e a maioria cede nesta terça-feira. Às 7h01 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,05%, a de Paris recuava 0,82% e a de Frankfurt cedia 0,87%. Milão perdia 1,04%, enquanto Madri e caia 0,26% e Lisboa subia 93%%, respectivamente.

Já os principais índices de Wall Street caíram para mínimos de cerca de duas semanas nesta terça-feira, puxados pelas ações de tecnologia.

Durante a abertura dos negócios americanos, o Índice Dow Jones Industrial Average caiu 0,25%, o S&P 500 perdia 0,46%, enquanto o Nasdaq Composite tinha queda de 1,04%.

DEMOCRACIAS

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