Salário de novas contratações recua 1,3% em janeiro, aponta estudo

O salário médio das novas contratações registrou queda de 1,3% em janeiro, passando de R$ 1.944 em dezembro para R$ 1.918. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o valor era de R$ 1.923, a redução foi de 0,3%. Os dados são do levantamento realizado pela LCA 4intelligence, com base nas contratações […]

Por Editoria Democracias

O salário médio das novas contratações registrou queda de 1,3% em janeiro, passando de R$ 1.944 em dezembro para R$ 1.918. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o valor era de R$ 1.923, a redução foi de 0,3%.

Os dados são do levantamento realizado pela LCA 4intelligence, com base nas contratações efetuadas por meio da plataforma Gupy. O cálculo considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que mede a variação do custo de vida das famílias com renda mais baixa, de até cinco salários mínimos, cuja principal fonte de rendimento é o trabalho assalariado.

Fatores que influenciam a variação salarial

De acordo com Bruno Imaizumi, economista da LCA 4intelligence e responsável pelo estudo, a oscilação dos salários ao longo dos meses está ligada a dois fatores principais: inflação e demanda por contratações.

“O número de contratações varia conforme o período. Em determinados meses, o salário tem maior poder de compra devido ao volume reduzido de admissões. O valor já corrigido pela inflação reflete um aspecto distinto do mercado de trabalho brasileiro”, explica Imaizumi.

Além disso, o momento da contratação também afeta a remuneração. Dependendo das necessidades das empresas em cada período, a oferta salarial pode sofrer variações.

Maiores quedas e altas salariais

Na comparação mensal, o cargo de especialista apresentou o maior recuo, de 27,4%. Já na análise anual, os cargos de especialista e analista foram os mais impactados, registrando quedas de 21,4% e 18,9%, respectivamente.

Segundo Imaizumi, a grande variação nesses cargos se deve à diversidade de setores nos quais atuam. “A remuneração de um analista de tecnologia é diferente da de um analista de marketing, por exemplo, o que explica essa flutuação salarial”, afirma.

Por outro lado, a posição de diretor registrou o maior aumento tanto na base mensal (105,3%) quanto na anual (34%). Esse crescimento, segundo o economista, está relacionado à raridade do cargo e à área de atuação da empresa.

Perspectivas para 2025

Para o próximo ano, Imaizumi projeta que cargos como trainee e estagiário poderão registrar uma valorização salarial, impulsionados pela busca das empresas por alternativas mais acessíveis para suprir suas demandas. “Empresas podem optar por mão de obra mais barata, o que beneficiaria esses cargos. Operadores e auxiliares também podem registrar aumentos pelo mesmo motivo”, prevê.

No cenário geral, o economista acredita que o poder de compra dos salários deve permanecer no nível atual, com possibilidade de uma leve redução. No entanto, ele destaca que o aumento do salário mínimo no início do ano pode servir como referência para o mercado de trabalho formal e informal, limitando quedas mais acentuadas.

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