Após cair em pesquisas, veja estratégias de Lula para melhorar imagem

Pesquisas divulgadas na última semana apontam um crescimento de Flávio Bolsonaro e preocupam campanha de reeleição de Lula

Por Editoria Democracias

Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana acenderam um alerta no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os desafios que o petista enfrentará na busca pela reeleição em outubro. Levantamentos da Paraná Pesquisas e da AtlasIntel apontaram o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), numericamente à frente do atual titular do Executivo em simulações para o segundo turno.

As sondagens consolidaram um movimento que vinha se desenhando em levantamentos anteriores nos quais o candidato bolsonarista demonstrava ganhar fôlego. Diante do cenário, aliados do presidente preparam uma reação. Dirigentes petistas defendem uma ofensiva para desgastar Flávio, ao mesmo tempo em que apostam na pauta positiva para impulsionar a popularidade de Lula.

A estratégia foi defendida publicamente pelo presidente do PT, Edinho Silva, durante a reunião da Construindo Um Novo Brasil (CNB), corrente majoritária petista, nessa sexta-feira (27/2). O político reconheceu a dificuldade da sigla em dialogar com a sociedade brasileira, o que favorece o crescimento do adversário.

“O Flávio Bolsonaro vira o catalisador de um sentimento antissistema e ele rapidamente organiza a base política da direita, da ultradireita e dos fascistas no Brasil”, avaliou Edinho. “E rapidamente, o que mostra um grau de organização que talvez a gente não tenha enfrentado até hoje em uma eleição presidencial, ele tem uma ofensiva jurídica e de redes sociais que nós nunca enfrentamos”, afirmou.

Aliados do presidente defendem uma forte campanha para enfraquecer Flávio. O objetivo seria mostrar conexões com o Centrão, com a milícia do Rio de Janeiro e resgatar escândalos em que ele esteve envolvido, como o caso das “rachadinhas” no período em que foi deputado estadual. A ideia inclui mobilização da militância nas ruas e nas redes sociais.

A Atlas também mostrou que Lula e Flávio lideram a rejeição do eleitorado. Segundo o levantamento, 48,2% dizem não votar no atual presidente “de jeito nenhum”. Enquanto 46,4% afirmam o mesmo do senador.

Auxiliares também apostam em fomentar a pauta positiva com o objetivo de recuperar a popularidade do presidente antes da eleição. Entre as medidas apontadas como prioritárias estão a aprovação do fim da escala 6×1, a proposta de tarifa zero no transporte público e a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil.

Esta última, entrou em vigor em 1º de janeiro, mas ainda não tem demonstrado impacto na avaliação do governo. Para o secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, a medida deve começar a surtir efeito nas pesquisas a partir dos próximos meses.

“Nossa sensação é a de que o trabalhador, a trabalhadora, a classe média, de 2 a 5 salários, maior beneficiada com a isenção, está financeiramente arrochada com festas de fim de ano, Carnaval, férias, matrícula e material escolar, IPTU, IPVA, correação do plano de saúde. Talvez os efeitos do Imposto de Renda zero sejam sentidos a partir de março ou abril”, avalia.

Outra medida que entrou no radar de Lula recentemente é a proposta de criação de um “SUS do Transporte Público”. A iniciativa busca recompor o financiamento do setor de mobilidade para viabilizar a gratuidade universal do serviço.

O PT pretende incluir a ideia no plano de governo para a campanha eleitoral deste ano. O Ministério da Fazenda estuda a viabilidade de implementação da tarifa zero.

Além disso, outra proposta popular que deve avançar nos próximos dias é o fim da escala 6×1 — em que se trabalha seis dias e descanso um — encampada pelo governo e que ganhou apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em entrevista ao Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, o parlamentar afirmou que deve levar a matéria à votação no plenário em meados de maio.

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