Cultura: Um desafio econômico, estratégico, social e racial

Nomeada por Luiz Inácio Lula da Silva, Margareth Menezes assume a pasta diante de obstáculos a serem superados

Por Editoria Democracias

Nomeada por Luiz Inácio Lula da Silva, Margareth Menezes assume a pasta diante de obstáculos a serem superados

Quanto gira a indústria da cultura em nosso país? Quanto ela traz de divisas e movimento à economia? Quanto ela emprega e, acima de tudo, qual a sua relevância no PIB brasileiro? Onde o Agro aparece como o grande o herói e o teto dos gastos para matar a fome de milhões de pessoas aparece como vilão neste momento histórico ao qual foi colocado em nosso meio a cultura do ódio?

O Ministério da Cultura, sucateado nos últimos anos por um governo que sempre foi de corpo e alma avesso à cultura brasileira, sofreu os efeitos do descaso público somado ao período de pandemia.

O setor cultural foi o primeiro que fechou por conta da Covid-19, deixando milhões de pessoas ao Deus dará.

Foram artistas, produtores, diretores, profissionais de base (como os de luz, câmera, maquiagem, marcenaria, montagem e etc), impactando diretamente a indústria do entretenimento — que, no Brasil, segundo dados setor, emprega mais de 5 milhões de pessoas, direta e indiretamente, sendo responsável por parcela significativa do nosso PIB.

De uma apresentação erudita no teatro Municipal ao carnaval das grandes, médias e pequenas cidades brasileiras, aos barzinhos dos bairros boêmios ou bailes funks da periferia, essa indústria gera milhões de empregos, renda e influencia diretamente o caráter e a personalidade brasileira no exterior, fazendo com que nosso país seja conhecido como um dos lugares mais alegres e receptivos do mundo, impactando diretamente em todos os outros negócios da economia, começando pelo turismo.

Aqui se come, veste e respira cultura, tendo esse importante ativo a influenciar praticamente todas as áreas do desenvolvimento do país.

Este deve ser o foco do Ministério da Cultura nos próximos anos, o órgão que será erguido do “quase nada”, uma terra arrasada pelo descaso; a falta de investimento em um período de pandemia que deixou o setor a própria sorte.

Os números são assustadores: segundo dados do setor, mais de 350 mil eventos deixaram de ser executados em 2020. Um terço das empresas fechou. O impacto foi tão grande que nem a indústria televisiva ficou de fora, dispensando centenas de profissionais de sua cadeia produtiva.

Mas como diz uma frase famosa da socióloga liderança do movimento negro Sueli Carneiro: “nada vem para os negros e negraS no Brasil de mão beijada, a bola sempre vem quadrada”.

E, em meio ao desafio de levantar essa casa, essa terra arrasada, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma mulher, negra e baiana para uma das tarefas mais dignas de seu governo: devolver o orgulho, alegria e o respeito que o brasileiro tinha diante de si e do resto do mundo.

Obviamente, como era de se esperar, diferente de qualquer outro nome branco indicado pelo presidente, a futura ministra teve sua vida particular, física e jurídica devassada, vasculhada e exposta como nunca, ou, melhor, como já aconteceu em outros momentos quando uma pessoa negra é convocada para um cargo como este, principalmente, se estiver algum recurso financeiro em jogo, mesmo que seja um dos menores orçamentos da União.

Margareth Menezes, que agora vai contar com o maior orçamento que a cultura pôde obter até os dias de hoje, terá também a maior tarefa que o setor da cultura obteve até os dias de hoje: colocar um Ministério destruído de pé, mas também resgatar, por meio da cultura, uma coisa que só a cultura pode fazer — e isto não tem preço — o orgulho de ser brasileiro!

Da Redação com informações da CNN

DEMOCRACIAS.com.br

 

Veja mais

(PI) Foram entregues 114 títulos definitivos de propriedade por meio do programa Essa Terra Agora é Minha e certificados de 10 obras executadas pelo OPA
(PI) MDS já investiu no Piauí R$ 46 milhões na aquisição de 161 veículos, nos modelos van com acessibilidade, micro-ônibus com acessibilidade e caminhonete, destinados principalmente aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)
Presidente lança Tela Brasil no Rio de Janeiro em sua sétima viagem ao estado de Flávio Bolsonaro neste ano
Evento em Nova York destacou a indústria como elo estratégico para investimentos e cooperação bilateral.
45 das 52 instituições brasileiras caíram de classificação na edição deste ano; 360 das melhores universidades do mundo são chinesas
(PI) Somente na zona Leste da capital, nas três edições do OPA, foram eleitas 46 propostas com um investimento de mais de R$ 27,6 milhões.
(PI) Em Manoel Emídio, Rafael Fonteles confirma revitalização do Rio Gurguéia e destaca investimentos de R$ 9,3 milhões em obras estruturantes
Veja mais
(PI) Caminhada da Fraternidade representa valores que unem os piauienses e reforçam o compromisso com a solidariedade.
(PI) Evento contou com grandes atrações nacionais, transmissão da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e ações de
(PI) Governo do Estado investirá mais de R$ 10 milhões em programas para os 224 municípios piauienses.