Estado de SP tem 13 das 20 cidades mais seguras do Brasil, aponta Atlas da Violência

(SP) Levantamento considera municípios acima de 100 mil habitantes; no outro extremo, estado não tem nenhum entre os 50 mais violentos

Por Editoria Democracias

O estado de São Paulo tem 13 das 20 cidades mais seguras do Brasil, segundo o Atlas da Violência 2026, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento mede a taxa de homicídios nos 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

Além de São Paulo, outros três estados possuem cidades entre as 20 menos violentas do país: Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná.

Nenhum município do estado de São Paulo figura entre os 100 mais violentos do Brasil. O ranking utiliza a taxa de homicídio estimado por 100 mil habitantes, indicador que soma os homicídios oficialmente registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, com a estimativa de homicídios ocultos, calculada pelo Ipea.

“O fato de não termos nenhuma cidade entre as mais violentas do país demonstra o compromisso das forças de segurança com a preservação da vida e a proteção da população paulista”, afirmou o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

“A integração entre as forças policiais, o investimento em inteligência e tecnologia, além do monitoramento permanente dos crimes contra a vida, têm permitido ações mais rápidas e estratégicas na prevenção da violência.”

Cidades mais seguras de SP

A primeira colocação paulista é de Santa Bárbara d’Oeste, em 3º lugar geral, com 3,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Bragança Paulista (3,8), Itatiba (4,0), Birigui (4,1), Atibaia (4,8) e Votuporanga (5,0).

Entre os municípios paulistas de grande porte (mais de 500 mil habitantes), São José dos Campos é o melhor colocado, em 15º entre os 336 analisados, com 5,9 homicídios por 100 mil. A capital paulista aparece na 121ª posição, com taxa de 15,3, abaixo da média nacional municipal de 20.

O resultado reflete o desempenho do estado comparado a outras unidades da federação. São Paulo registrou a menor taxa de homicídios do Brasil entre os 27 estados em 2024, com 6,6 mortes por 100 mil habitantes, de acordo com o Atlas da Violência.

No ano seguinte, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP) registrou, pelo terceiro ano consecutivo, o menor número de homicídios dolosos da série histórica iniciada em 2001, com 2.438 ocorrências.

Os principais indicadores criminais também registraram quedas históricas em 2025. Os roubos somaram 161.310 ocorrências no estado, redução de 16% frente a 2024 e o menor patamar desde 2001. Latrocínios (129 casos, queda de 22%) e roubos de carga (3.470 casos, queda de 26%) também atingiram o menor nível da série histórica, segundo a SSP-SP. Pela primeira vez, o roubo de veículos ficou abaixo de 30 mil ocorrências no estado.

Taxa de homicídio estimado por 100 mil habitantes, em ordem crescente:

Jaraguá do Sul (SC): 2,0;
Brusque (SC): 2,6;
Santa Bárbara d’Oeste (SP): 3,2;
Lavras (MG): 3,6;
Bragança Paulista (SP): 3,8;
Itatiba (SP): 4,0;
Birigui (SP): 4,1;
Ituiutaba (MG): 4,7;
Atibaia (SP): 4,8;
Votuporanga (SP): 5,0;
Tubarão (SC): 5,2;
Indaiatuba (SP): 5,6;
Salto (SP): 5,7;
Blumenau (SC): 5,8;
São José dos Campos (SP): 5,9;
Araraquara (SP): 6,3;
Arapongas (PR): 6,5;
Marília (SP): 6,5;
Mogi das Cruzes (SP): 6,6;
Cotia (SP): 6,6.

SPVida

Para auxiliar na redução dos crimes contra a vida, a Secretaria da Segurança Pública desenvolveu o SPVida, programa que promove a integração das forças de segurança na análise das ocorrências, levando em conta o contexto, a motivação, o local e outros elementos relacionados aos crimes.

As informações auxiliam as autoridades no planejamento de políticas públicas e na elaboração de estratégias voltadas à prevenção de latrocínios e homicídios.

Além disso, unidades da Polícia Militar e delegacias da Polícia Civil utilizam ferramentas e aplicativos que permitem o monitoramento das análises criminais, contribuindo para o aprimoramento das ações de prevenção.

DEMOCRACIAS

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