Fornecer transporte e gasolina a eleitores não atrai foro especial eleitoral

Foro especial eleitoral não incide porque a conduta do prefeito, de fornecer trasnporte e gasolina, não tem relação com a função pública

Por Editoria Democracias

O prefeito que é acusado de fornecer transporte gratuito e gasolina a eleitores no dia da votação, conduta que a lei define como crime, não tem direito ao foro especial por prerrogativa de função na Justiça Eleitoral.

A conclusão é do Tribunal Superior Eleitoral, que negou provimento ao recurso em Habeas Corpus de Segundo Domiciano, ex-prefeito de São José do Sabugi (PB).

Ele é investigado porque, enquanto estava no cargo, forneceu transporte e gasolina a eleitores no dia das eleições de 2022. A conduta é enquadrada como crime pelo artigo 11, inciso III da Lei 6.091/1974 e pelo artigo 302 do Código Eleitoral.

O inquérito vem sendo supervisionado pelo juíz da 26ª Zona Eleitoral de Santa Luzia (PB). A defesa sustentou que ele deveria ser enviado ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba graças ao foro por prerrogativa de função do prefeito.

Pediu a aplicação do precedente do Supremo Tribunal Federal no HC 232.627, segundo o qual a prerrogativa de foro se mantém mesmo após a saída da função, nos casos de crimes cometidos no cargo e em razão dele.

Foro especial inexistente

O problema é que o crime imputado ao ex-prefeito não tem necessariamente a ver com o cargo, segundo o relator do recurso, ministro Floriano de Azevedo Marques.

Para ele, a conduta de fornecer transporte e gasolina no dia da votação, embora tenham supostamente sido praticadas pelo então prefeito, poderiam ter sido praticadas por qualquer pessoa independentemente do exercício da função pública..

“Segundo apurado pela autoridade policial, não houve utilização do cargo de prefeito para possibilitar a prática delitiva, tampouco utilização de recursos financeiros ou bens públicos, logo, não há elementos que demonstrem que o agravante teria utilizado cargo que ocupava à época dos fatos para praticar os supostos delitos.”

A conclusão é de que não há relevância do entendimento do STF para a definição de competência no caso concreto. A votação no TSE foi unânime.

RHC 0600092-97.2023.6.15.0000

DEMOCRACIAS

 

Veja mais

(SP) No debate da Band, candidato do PL explora temas de apelo popular, mas evita respostas e abre espaço para reação do presidente
(SP) Investidores aguardam próximos capítulos da disputa eleitoral, com segundo turno marcado para 25 de outubro
(SP) Especialista de conteúdos educacionais explica algumas das técnicas que podem ser reforçadas pelo candidato nos dias que antecedem o exame nacional
(SP) Para o professor Luis Junqueira, fazer a prova como treineiro ajuda na autoavaliação, controle do tempo e autoconhecimento
Equipes seguem "isoladas" no topo da tabela do Brasileirão; rubro-negro lidera com um ponto a mais que o rival paulista
(DF) Rick Azevedo mostrou nas redes sociais indignação com rotina
Mesmo assim, quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes ainda trabalham no país.
Veja mais
(DF) Willer Tomaz é investigado no mesmo inquérito que o candidato do PL por suposta evasão de divisas e lavagem
(DF) Pedido foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral e também autoriza divulgação do sigilo de Janja e Lulinha
(SP) Apuração foca nas atividades do advogado Willer Tomaz, incluindo eventual conta conjunta com o candidato a presidente
(SP) Ajuste nas contas públicas a partir de 2027, desaceleração da economia e melhora do câmbio podem abrir espaço para
Tribunais Regionais de todo o país mudam seções eleitorais por motivos como riscos climáticos, obras e manutenções
(SP) No debate da Band, candidato do PL explora temas de apelo popular, mas evita respostas e abre espaço para
(SP) Investidores aguardam próximos capítulos da disputa eleitoral, com segundo turno marcado para 25 de outubro
Veja mais